PERGUNTA&RESPOSTA

eucajus@gmail.com



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Se a intenção do autor era imitar Platão, digo em alto e bom som... Fracassou!!!

Obrigado pelo elogio... Fiquei muito feliz em saber que não consegui imitar Platão... É um elogio?! Ou não é?! Seja como for, da próxima vez, diga o que tenha a dizer num volume mais baixo... Minha visão... é boa!

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Caro Eucajus, cheguei ao blog do livro por mero acaso. Ao ler as primeiras linhas da pagina Perguntas & Respostas fiquei na duvida: Parabenizo a negativa à autopromoção?! Ou condeno o excesso de honestidade?! Jamais vi blog ou site de livro com tais indagações, somente os “adorei e blá-bla-blás” de sempre, nunca metendo o pau! Obviamente isso chamou minha atenção e acabei lendo toda página, ri muito com suas respostas ironicamente inteligentes, carinhosas e educadas. É fato, a curiosidade matou o gato, baixei o livro, li e amei! É uma leitura desafiadora, aguardo ansiosamente pela edição definitiva em papel. Por essa razão pergunto: você não acha que a página Perguntas & Respostas afasta prováveis leitores?

Caro Julio, a intenção da página Perguntas & Respostas é afastar leitores improváveis!

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É espantosamente hilário ver o autor de Ordem dos Fantasmas submerso em tantas ideologias, imaginando que faz filosofia!

É assombrosamente sério que o autor da frase acima não saiba que Aristóteles explicou a origem do pensamento filosófico da mesma maneira como se explica a origem do pensamento mitológico: "é através do espanto que os homens começam a filosofar". Não é espantoso que ‘engraçado’ seja sinônimo de hilário?! E ‘imagina’ seja sinônimo de ‘idealiza’?!

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Gostei de muitas coisas no livro. Porém, como revisora profissional, pergunto ao autor se a narrativa não poderia perder alguns pontos de exclamação? 

Querida Paula! Concordo plenamente com você; mas um fantasma chamado Jack Levin, que também foi Mestre da Ordem dos Fantasmas sentenciou: A perda do ponto de exclamação é a perda da nossa capacidade de nos assustarmos, de nos revoltarmos, de nos chocarmos com o que é importante! Segui seu conselho, cortei alguns pontos de exclamação... o mestre Jack ficou chocado!

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Pobre autor. Algum maluco disse que seu livro tem psicologia e você acreditou? Onde ela está?

A palavra psicologia significa o estudo do pensamento. E o pensamento é a soma total de nossos processos mentais, ou idéias, desde o berço até o túmulo. Cada uma de vossas idéias e cada um de vossos atos participa da formação de vossa mente, de vossa personalidade, de vossa alma. Como um rico psicólogo expressou: "Um homem é aquilo que ele pensa". Sou mesmo literalmente pobre, mas penso que não sou tão miserável a desejar sua aprovação! A propósito, foi mesmo um maluco quem disse: seu livro tem psicologia, ela está na página 250! Já sei o texto do seu próximo email: Pobre autor. Algum maluco disse que seu livro tem a página 250 e você acreditou? Onde ela está?

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Perdoe minha ignorância, mas concluído que a sessão de analise obteve sucesso livrando o personagem do poder místico de proteger o próprio nome, o caro autor não deveria revelar tal nome na narrativa, e qual a justificativa razoável para não fazê-lo?

Uma justificativa razoável para não revelar está no capítulo 4 do livro Ortodoxia de Cheterton: “Você deve conhecer a história do homem que se esqueceu de seu nome. Esse homem passeia pelas ruas e pode ver e apreciar todas as coisas; somente não consegue recordar quem ele é. Pois bem: todo homem é o homem dessa história. Todo homem esqueceu quem ele é. Pode-se compreender o cosmos, mas nunca o ego; ele está mais distante do que qualquer estrela. Amarás o Senhor teu Deus; mas não conhecerás a ti mesmo. Vivemos todos sob a mesma calamidade mental; nós todos esquecemos nossos nomes. Nós todos esquecemos o que realmente somos. Tudo aquilo que chamamos senso comum e racionalidade e praticabilidade e positivismo significa apenas que em algumas zonas adormecidas de nossa vida já nos esquecemos que nos esquecemos. Tudo aquilo que chamamos espírito e arte e êxtase significa apenas que por um formidável instante lembramos que nos esquecemos.” Ou seja, você esqueceu o trecho do capitulo “Contato” onde o caro... isto é, o pobre autor do Ordem dos Fantasmas revela o nome do personagem, na pagina 88:

- Se preparar pra quê?

- Para o inesperado. Como seus ‘xarás’: Ionesco, Brecht, O'Neill e Delacroix. E pode começar agora!

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Estou furioso pelo tempo que perdi lendo Ordem dos Fantasmas! Tirando a relação da cabala com a ceia de Leonardo da Vinci e a identidade da Mona Lisa, nunca vi tanta literalice no mesmo espaço! O que me consola é que o autor também perdeu tempo escrevendo-as!

Caro Luis, seu email conseguiu me abalar profundamente, tanto que resolvi procurar o tempo que ambos perdemos. Tenho uma boa e uma má notícia pra você! A boa, é que os encontrei. A má, é que vou usar o meu tempo para escrever mais “literalice”, quanto ao seu, usei para escrever essa resposta! 

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Ordem dos Fantasmas?! Que pegadinha mais boba! Comprei a droga de livro pensando que falava de uma sociedade secreta! E nada!!! Pô, então a história deve ser mesmo sobre fantasmas! E aí nada!!! O lance da Cabala na ceia e da Mona Lisa é legal, faz sentido... mas que diabos tem haver fantasmas com a história? Não vi um se quer! Fala aí autor! Ou devolve meus 35 pila!

Só em pensar em fantasmas começo a tremer de medo, falar então! Mesmo assim vou enfrentar esse medo... Tudo começa quando um sujeito chamado Lúcio vê um livro com uma capa bacana, aí um fantasma vai ao ouvido do Lúcio e diz, “compre esse livro, ele trata de uma sociedade secreta!”, o Lúcio compra o livro e descobre que o fantasma estava errado. Então, outro fantasma, mais esperto diz ao Lúcio que logo surgirá um fantasma de histórias de assombração, mas esse fantasma também estava errado! Então, Lúcio resolve escrever um email para o autor que é um fantasminha legal, isto é, um cara legal, reclamando que não viu fantasmas na história! O autor responde que é preciso primeiro ouvi-los e assim os verá, são muitos, estão ali nas entrelinhas de cada página! Leia novamente, certamente verá fantasmas dizendo ao autor: Não devolva os 35 pila!

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Caro autor, relacionar o fato do Apostolo Mateus ter sido coletor de impostos com a riqueza das igrejas e pura heresia, pecado sem direito a perdão! 

Reconheço que meu texto não compactua com pessoas que utilizam a religião para promover ignorância e fanatismo, explorando almas ingênuas para obter vantagens econômicas, sexuais e pessoais em nome da fé. "... minha casa será de oração, mas vós a fizestes um covil de ladrões." Lucas 19:45. Escrevi sim, que Mateus era coletor de impostos do Império Romano e seu evangelho é o mais utilizado para evangelizar, você tem razão! Não tenho direito a perdão, tenho sim o dever com a verdade!

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Revirei o blog e não encontrei uma referência se quer sobre as frases que abrem os capítulos! Onde encontro àquelas frases?

Caro Alberto, as citações referem-se a uma discrição feita por Da Vinci sobre a atividade da dissecação. Sherwin B. Nuland, Leonardo da Vinci, Editora Objetiva.

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Gostaria de fazer apenas uma pergunta. O autor desse livro se acha inteligente? Gênio? Ou tem consciência que não passa de um asno?! 

Caro Hilário, inteligente é uma coisa e gênio é outra! Mas em fim... Antes de escrever Ordem dos Fantasmas me considerava criativo. Ao ler "suas perguntas" passei a me considerar a pessoa mais brilhante do mundo, pois descobri que inteligente não é aquele que responde, e sim aquele que consegue formular uma pergunta genial ou hilária! Você não acha?! A propósito... Eu... gênio!

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Estou curioso. Que professor teria a intenção de causar tamanha indigestão em seus alunos com a “salada de assuntos” desse livro? 

Quem sabe um professor cansado e vingativo! Um professor cansado de sofrer com problemas estomacais causados pela falta de interesse dos seus alunos! Um professor cansado da violência e dos preconceitos existentes no universo escolar. Um professor preocupado com o alto índice de obesidade intelectual dos seus alunos. Ou quem sabe um professor farto de oferecer diariamente “salada de batatas”! A verdade que indigesto é o fato de um professor não saber o valor nutritivo de uma saladinha mista... Mastigar e sentir o sabor das informações e dos conhecimentos antes de digerir. Eu sei... isso dá trabalho, é cansativo... enfiar goela a baixo é mais fácil! Falando nisso, acho que esse livro seria útil ao professor sedento de vingança contra o chazinho milagroso da tia da cozinha que se apresenta como salvação do aluno entediado com o velho cardápio curricular! 

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Adorei as associações de idéias realizadas em Ordem dos Fantasmas. O conto - parábola da pagina 37 é uma clara citação ao “Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá” de Lima Barreto? Ou estou ficando maluco?!

Sim, é uma clara citação ao “Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá”. Para Lima Barreto o contrato social são ilusões que levam o homem ao erro, ao isolamento ou à exploração do homem pelo homem guiado pelo egoísmo. Barreto propõe à arte a missão de expor esse estado de coisas e reorientar o homem na busca de relações fraternas. E sim, você esta ficando maluco!

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Esse é meu quarto email! Caso não tenha notado, possuo “Doutorado” em Teologia. Enviei uma leitura sobre o seu livro e, para minha surpresa não vi publicada no blog. Você publica apenas críticas positivas?

Caro Padre. Não considerei sua leitura devido aos pressupostos de fundamentação. Com a mínima atenção vai perceber que as leituras publicadas foram realizadas dentro de áreas especificas de conhecimento. No entanto, se desejar fazer um comentário relacionado à coerência do livro em relação ao seu conhecimento teológico terei imenso prazer em publicar. Porém, não esqueça que a “Bíblia” é apenas um livro, um objeto que contém literatura, cuja interpretação pode ser direcionada para a doutrinação ou para a libertação. Somente uma leitura voltada para a formação do pensamento crítico pode contribuir para a libertação e autonomia do sujeito. Uma leitura que obriga uma fé silenciosa e cega não transmite conhecimento, mas doutrinação. Aguardo seu comentário!

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Sou maçon e nunca ouvi falar que a Árvore da Vida tem haver com psicologia! Que livro doido é esse?

Maçon? Nunca ouviu falar em arquétipo? Ou do estudo de Carl Jung? Entendi... Você quis dizer: Masson! Você é fã do Filipe Massa! Entendi...

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Achei um absurdo colocar na boca de uma criança, curiosidades sexuais de caráter adulto. Certamente o autor não tem filhos, pois se tivesse, queria vê-lo ouvir de seus filhos as palavras “sexo anal e sexo oral”! O que esperar de alguém que escreve um livro falando mal da Bíblia!

Cara senhora, desde tenra idade, a criança é contida em sua curiosidade pelo corpo e especialmente pelos órgãos genitais. Sou contra a disposição do sexo como coisa suja e proibida, e contra a verdadeira conspiração de silêncio que se edifica em torno do assunto. Por ser um instinto humano muito forte (pautado em outra história do livro) origina-se um confronto com sanções carregadas de duvidas e falta de conhecimento, proliferando uma série problemas sociais, como exemplo, a gravidez prematura. O instinto sexual tido como um valor negativo e pecaminoso se concretiza na deturpação refletida em suas palavras (“Nenhuma coisa é de si mesmo imunda, senão para aquele que a tem por imunda, para esse é imunda.” Romanos 14:14). Porem o texto citado procura mostrar que esse assunto deve se dirigir no sentido da fusão, da alegria, da espontaneidade, do amor e não levado a rigidez, ao isolamento, a mentira, a hipocrisia tão comuns em nossa sociedade. Também gostaria de esclarecer que não existe uma linha em Ordem dos Fantasmas com achaques a Bíblia. No entanto, a várias linhas dirigidas aqueles que fazem uso da Bíblia para o mal. Mas afinal... coloquei as palavras, sexo oral e anal na boca de uma criança, por um motivo: “Todas as coisas são puras, para os puros”! (Tito 01:15). Outra coisa, na página “05” há uma dedicatória, pegue o dicionário e veja o significado da palavra “prole”! Com todo respeito, pegue um dicionário atual, vai descobrir que “prole” não é sinônimo de cegonha!

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Não entendi a penúltima história da 1ª parte – Porque o personagem se nega realizar o juramento no tribunal com a Bíblia?

Nos ensinaram a colocar o “ideal” em outra vida, em outro mundo, no “não-eu”, fazendo com que os homens negligenciem a realidade prática, material, terrena, e inconscientemente fugimos da felicidade. Aprendemos que devido à culpa original, o homem nunca poderá ser feliz neste mundo. Martelam em nossa cabeça que no juízo final os maus serão eliminados e os bons terão a felicidade no reino dos céus! Portanto, aquele que se julga feliz aqui na Terra, deve sentir-se indigno e culpado! Fiquei feliz por escrever essa parábola no capitulo “As Gravações”. Eu juro, sou culpado!

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Achei legal a idéia dos “Extras”, porém na lista dos 108 livros que o personagem leu, constam apenas 68! Foi erro de digitação? Ou alguém me deve 40 títulos! E aí, como fica?

Oi Roberta, que bom que você gostou da seção “EXTRAS”. Quanto a sua questão sugiro que procure o PROCON e processe o personagem! Sou apenas o autor! Mas, como sou amigo dele, sei de uma coisa que você também deveria saber: 40 títulos que não estão na lista em “Extras”, se encontram no texto da história. Três títulos em roda-pé não contam, apesar de o personagem achar que leu esses também, na verdade não foi. Esses três fui eu!

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Li os textos sobre fala e escrita que estão no blog e não entendi. Poderia simplificar?

Enquanto a mensagem escrita exige uma postura mais séria e crítica do leitor, a mensagem falada supõe uma relação de prazer: o narrador (que fala) busca encantar o ouvinte, ao passo que o orador (que escreve) busca convencer o leitor da verdade por ele veiculada. Estabelece-se, assim, a distinção entre mythos e logos, sendo o primeiro localizado na ordem do fascinante, do fabuloso, do maravilhoso, e o segundo, na ordem do verdadeiro e do inteligível. Então sua próxima pergunta será:

- Como unir mythos e logos?

- Assim... Entendeu?!

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O caro autor, ao romper com a principal regra da fama literária (Jamais provoque seu leitor! Jamais!), não teme o fracasso do seu livro? Não almeja o tão sonhado titulo de "Mais Vendido"? Ordem dos Fantasmas não é lá uma obra prima, mas também não é ruim, vale a leitura. Mas o fato de ser divido em quatro capítulos, sendo que em cada um a leitura assume um ânimo, um estado de espírito diferente do que tínhamos no anterior. É uma loucura! Cada capítulo requer um modo de leitura?! Essa opção de desafiar o leitor não é um tiro no pé? 

Caro Paulo, pode até parecer mentira, mas antes de abrir seu email, estava juntando os últimos trocados para comprar o jantar. Porem suas palavras, “sem duvida vale a leitura” alimentaram completamente meu espírito, e a fome passou. Hoje, quando me deitar e dormir, sei perfeitamente que não sonharei com o titulo de "Mais Vendido", sonharei com um farto jantar... e você será meu convidado de honra! Um convidado especial, um leitor ideal! Pois li em algum lugar que “o leitor ideal é um cumpridor implacável das regras e normas que cada livro cria para si mesmo” e como deve ter lido na pagina 88, escrevi que “os livros escolhem seus leitores”. Deveria ter escrito: Um livro sempre encontra um leitor que todo autor sonha. O que posso dizer a não ser, obrigado! Tornaste meu sonho real! Boa noite... desculpa, fiquei tão feliz com suas palavras que esqueci de responder a pergunta: Sim, foi um tiro no pé! Sou ruim de mira... Acredita que mirei na cabeça?!

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Caro autor na página 126, o roda-pé indica que o texto entre aspas trata-se de fragmentos do livro o Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago... resumindo, não entendi a associação?

Caro Nereu, lembre-se que o diálogo antecede o momento do juramento. A ilha simboliza a figura geométrica mais perfeita – o círculo, que não tem quaisquer arestas –, apresenta-se como um local de encontro com o Outro, desconhecido e isolado do resto do mundo... quanto a associação... Não leia o livro do Saramago! Não leia! Não leia! 

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Caro autor, joguei essa “M” de livro no lixo! Deixe Cristo entrar na sua alma! Leia a Bíblia! Só assim encontrará a verdade!

Caro leitor, acredito que atitude religiosa é muito mais importante do que o conteúdo da crença. Assim busco sempre princípios no amor e na razão. Segundo seu Cristo, essa atitude é mais religiosa que a fanática, cujo culto a Deus é apenas idolatria. Mesmo sem saber o motivo da sua ira, fico feliz que o livro tenha provocado seu sentimento religioso causando antagonismo no seu sentimento moral. Certamente foi algo que escrevi, e foi mal interpretado. Mas não me surpreende, vindo de alguém que lê a Bíblia em busca da verdade e não do conhecimento e da sabedoria. Quem lê a Bíblia dessa maneira não sabe que o Espírito de Cristo esta em tudo que transpira vida. No capim, na formiga, na flor, em mim, em você, em tudo! Até nas bactérias que irão corroer o livro que você jogou no lixo, transformando-o em adubo de uma bela plantação de arroz ou feijão, que magicamente depois de um tempo estará no seu prato! Portanto, mastigue bem antes de engolir!

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Li seu livro. E não entendi o que escreveu sobre a Cabala e a Última Ceia, mas acho que você está completamente errado!

Li seu email. Entendi o que escreveu, e acho que você está completamente certo!

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Qual a razão de tocar o centro do triangulo com dedo indicador da mão direita no juramento?

O triangulo é um dos símbolos atribuídos a Saturno, deus da matéria. No hermetismo é chamado de Triângulo de Arte, utilizado nas cerimônias cujo objetivo é evocar um espírito e torná-lo visível no plano da matéria.